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sábado, 9 de março de 2013

Mobbing - Assédio moral no trabalho


DEFINIÇÃO

Qualquer comportamento abusivo (gesto, palavra, comportamento, atitude) que atente, pela sua repetição contra a dignidade ou a integridade psíquica ou física de uma pessoa, pondo em perigo o seu emprego ou degradando o clima de trabalho.
A mudança na relação costuma ser motivada pelos sentimentos de ciúme, inveja, competição, promoção da pessoa ou chegada ao local de trabalho de um novo elemento.
Este fenómeno começa também, muitas vezes, devido à não-aceitação do outro por ser diferente, ou por ter ideias diferentes dos demais. O sexo, a raça, a forma de vestir, de ser, de falar ou reagir são factores determinantes para a inclusão ou exclusão num grupo.

MÉTODOS DE ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO

a) Destruição propositada das condições de trabalho: o agressor com o intuito de atentar contra a dignidade da vítima, faz com que a mesma se sinta incompetente e comece a ter uma imagem negativa de si própria. Ex:
  • Criticar o seu trabalho de forma injusta ou exagerada
  • Dar-lhe constantemente novas tarefas
  • Pressioná-la para que não faça valer os seus direitos
  • Atribuir-lhe propositadamente e sistematicamente tarefas superiores/inferiores às suas competências
  • Encarregá-la deliberadamente de tarefas impossíveis de desempenhar
b) Isolamento e recusa de comunicação: tornam a pessoa menos hábil a reagir e a auto-defender-se, pois fica sem apoio. Ex: Interromper a vítima constantemente
c) Atentados contra a dignidade: praticados através de palavras subentendidas, difamando o comportamento da vítima ou trabalho realizado pela mesma. O objectivo destas acções são confundir a percepção da pessoa agredida e levá-la a duvidar da sua competência.
d) Violência verbal, física ou sexual. Ex:Falar aos gritos com a vítima

OS PROTAGONISTAS DO MOBBING
  • O agressor
    • poderá ser apenas uma pessoa, ou um grupo de pessoas
    • o comportamento obedece quase sempre a uma intenção de encobrir e dissimular as suas próprias deficiências. 
    • os sentimentos de medo e de insegurança, são os principais factores que levam o agressor a agir com o intuito de humilhar.
    • Não gosta da sua profissão e por isso é pouco dedicado, nem gosta dos colegas que se dedicam, por isso conspira e influencia outros colegas a terem a mesma atitude contra esses colegas de forma a isolá-los
  • A vítima
    • mais comum: nos jovens com idade inferior a 30 anos e com contratos precários e é maior nas mulheres do que nos homens. 
    • alguém responsável, bem-educado e possuidor de qualidades profissionais e morais. Aliás, são essas as qualidades, que o agressor tenta “roubar”. As manobras perversas reduzem a auto-estima, confundem e levam à perda da auto-confiança e à culpabilização
    • Colega tímido, sensível, inteligente um pouco mais do que a média, insatisfeito, honesto, pessoa de princípios e valores
CONSEQUÊNCIAS
Causa um enorme sofrimento nas pessoas que dele padecem e diminui a competividade das empresas.
A vítima de mobbing poderá entrar num período de deterioração e isolamento em que começam a suceder-se problemas de saúde procedentes da alteração do seu equilíbrio sócio-emotivo e psicofísico.
Aliás, os sintomas mais frequentes estão relacionados com transtornos de sono, ansiedade, stress,  hipervigilância, mudanças na personalidade, problemas no relacionamento conjugal e depressão.
Todos estes factores levam à perda do equilíbrio físico e emocional da vítima, o que por vezes, a conduz a um estado de efemeridade, tendo de solicitar dispensa de serviço, na tentativa de repor o seu equilíbrio. No entanto, estas ausências por doença no local de trabalho são utilizadas pelo agressor de modo a promover, cada vez mais, uma imagem negativa da vítima.
Na mesma linha de pensamento, o desfecho habitual desta situação consiste no despedimento voluntário ou forçado da vítima, ou ainda na transferência desta para outro departamento. Porém, às vezes, mesmo com o abandono do local de trabalho, o mobbing continua, pois alguns agressores, ainda, transmitem informações caluniosas desta pessoa aos futuros empregadores). A recuperação do mobbing costuma demorar anos e em alguns casos, a vítima chega não a recuperar a sua capacidade de trabalho.

Consequências ao nível da saúde
1) Efeitos cognitivos e hiper-reacção psíquica: esquecimento e perdas de memória, dificuldades de concentração, abatimento/ depressão, apatia/ falta de iniciativa, irritabilidade, inquietude/nervosismo/agitação, agressividade/ ataques de raiva, sentimentos de insegurança e hipersensibilidade às demoras;
2) Sintomas Psicossomáticos de stress: pesadelos, dores de estômago e abdominais, diarreias/
problemas intestinais, vómitos, náuseas, falta de apetite, sensação de nó na garganta, choro e
isolamento;
3) Sintomas de desajuste do sistema nervoso autónomo: dores no peito, sudorese, secura na
boca, palpitações, sensação de falta de ar e hipertensão/ hipotensão;
4) Sintomas de desgaste físico provocado por um stress mantido durante muito tempo: dores nas costas, dorsais e lombares, dores cervicais e musculares;
5) Transtornos do sono: dificuldade para conciliar o sono, sono interrompido, despertar antecipado;
6) Cansaço e fraqueza: fadiga crónica, fraqueza nas pernas, debilidade, desmaios, tremores.


SETE CONSELHOS PARA RESISTIR AO MOBBING:
1) Não se isole, apesar desta ser a sua primeira tendência.
2) Não ceda ao desânimo e à depressão, participe nas actividades ou convívios mesmo que o ignorem.
3) Não pense que é o único, normalmente existem outros colegas vitimas de mobbing.
4) Procure aliados. Isso nem sempre é fácil, porque muitas vezes afastam-se para que o mobbing dirigido a si não se volte também contra eles. O mobbing é transversal, são os próprios colegas que são mobbers ou cumplices
5) Denuncie as ocorrências a outros colegas e à Administração da Empresa.
6) Inscreva-se numa associação contra o Mobbing como a italiana M.I.M.A.
7) Procure as vias legais. Neste caso, recolha documentação, registe as datas horas e pessoas presentes durante as ocorrências e procure um advogado. Na maioria dos códigos penais dos países Europeus é possível enquadrar no procedimento penal e/ou civil."



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quinta-feira, 7 de março de 2013

Medo paralisa


quarta-feira, 6 de março de 2013

Como posso identificar uma situação de exploração no local de trabalho?


A Organização Internacional de Trabalho (OIT) elaborou seis indicadores para identificar situações de exploração laboral. É de referir que basta que se verifique um para se considerar exploração laboral. Os 6 indicadores da OIT são os seguintes:
» Ameaças de perigo físico actual para os trabalhadores;
» Restrições de movimento e isolamento ao local de trabalho ou a uma área limitada;
» “Debt bondage”: Quando um trabalhador trabalha para pagar uma dívida ou um empréstimo. O Empregador poderá providenciar comida e alojamento, mas o trabalhador não é pago pelo seu trabalho. O empregador pode ainda providenciar a comida ou alojamento a preços tão elevados, que o trabalhador nunca conseguirá pagar a divida;
» Retenção do ordenado ou a sua excessiva redução que violam a acordo previamente realizado;
» Retenção de passaportes ou documentos de identificação para que o trabalhador não possa sair ou provar a sua identidade ou estatuto;
» Ameaças de denuncias às autoridades policiais quando os trabalhadores se encontrem numa situação irregular no país;


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

E agora?

Quando ouvi as medidas propostas pelo Primeiro Ministro fiquei em choque ... a pensar como iria viver daqui para a frente ...


Tinha lido recentemente o comentário do "Freitas do Amaral" que defendeu que os sacrifícios deviam ser repartidos, de forma a haver justiça social e concordei com ele!

Li também os comentários da oposição, de consultores da política, finanças, a opinião da Manuela Ferreira Leite (a arrasar Vítor Gaspar) ... Helena Sacadura Cabral ... Belmiro de Azevedo ...  ou opiniões de pessoas simples como eu e todos pensam como eu ... excepto as pessoas que vivem numa irrealidade profunda e estão insensíveis ao que se passa com os outros ... porque não lhes toca a eles...
Também me apercebi nos transportes públicos, que existe muitos portugueses com uma ignorância profunda do que se passa realmente em Portugal e acreditam em tudo que se diz na televisão ... E acreditam piamente:
  • que todos os funcionários públicos não fazem nada e ganham muito € e podem faltar quando querem ao trabalho. Reformam-se mais cedo com reformas altíssimas
  • que existem professores a mais a passear na escola. Têm férias 4 vezes: Natal, Carnaval, Páscoa e férias grandes: Junho a Setembro
  • Que toda a gente quer ser doutor, andar na faculdade a pastar e depois não quer trabalhar em qualquer trabalho, só na área que se formaram e a ganhar um balúrdio
  • Que os políticos nunca trabalharam, só sabem andar a passear em bons carros e comer bem, à custa do povo. De vez em quando falam para as câmaras da TV para mostrar que sabem falar sobre um assunto e que trabalham muito ...
  • ...

Há pessoas que só querem ganhar o dinheirinho deles ao fim do mês e do resto não se interessam ... E depois a quem se aproveite dessa ignorância ...


Ao ler o post no blogue "Dona de casa perfeita" senti que ela pensou o mesmo que eu ... só com uma diferença, ela abriu o frigorífico/ congelador e tinha lá alguns restos ... eu como já compro tudo ao certinho para a semana ... e guardo o que sobra ... mas vou comendo logo ... tinha o meu frigorífico/congelador quase vazio ...
Ao ler o texto da Ângela Crespo, idenfiquei-me com muitas coisas ... contudo eu já me sentia injustiçada, desmotivada há muito tempo ... desde outros governos ... E no resto de País, os contribuintes pagam mais, sem terem muitos dos serviços, que existem na capital.


A entrevista de Passos Coelho de ontem ainda me deixou mais insegura quanto ao futuro, porque ele só está a pensar na imagem de Portugal para o exterior ... Esquece-se que os Portugueses são Portugal!

Espero sinceramente que não apliquem estas medidas nem outras que lesem os trabalhadores ou quem está à procura de trabalho! Senão Lisboa vai ficar a arder.

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Troika



Cidadão independentes criaram uma auditoria independente para sabermos o que estamos a pagar à troika.
Devido às câmaras, ministros, clubes de futebol, empresas que viveram acima das suas possibilidades ... agora Portugal teve de pedir ajuda à troika e todos os portugueses estão a pagar por isso.

Não são os ricos que criam empregos, são os consumidores!

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